Desmistificar ideias pré-concebidas e elucidar o público visitante sobre a cultura zen e a saúde natural foi o objectivo da 3ª edição da Feira Oazen, que teve lugar no passado sábado e domingo, dias 21 e 22, no Parque Temático Molinológico, e onde a palavra de ordem foi “parar”.
A ideia nasce de uma conversa que Catarina Correia, da organização, teve com uma amiga, em que esta lhe sugere a criação de uma feira zen em Oliveira de Azeméis, onde “não havia nada do género”. Ideia que Catarina Correia começou por declinar, pelas dificuldades inerentes. “Depois vim para casa e comecei a pensar que se calhar seria uma coisa interessante, regional e pequenina. A primeira edição até era para ser com terapeutas e expositores de Oliveira de Azeméis”, referiu a proprietária da CC Clínica, organizadora do evento. A Feira Oazen tem sido bem recebida pelo público, afirma. “Nunca pensei estarmos hoje com o número de visitantes com que estamos e com as pessoas a questionarem-nos muitos meses antes do evento se já temos data, o que vai haver, o que vai acontecer. Tem-nos surpreendido”, diz Catarina Correia, sempre sorridente.
A feira incluiu este ano cerca de 20 expositores e terapeutas, tendo procurado garantir que os produtos vendidos e as terapias oferecidas não se repetiam. Dentro da temática zen, a Feira Oazen explora sobretudo a área da saúde natural. “Como somos uma clínica, puxamos muito para a saúde natural. Quer seja com a parte das terapias, quer seja com a parte das plantas, trabalhamos todas essas coisas”.
Partilha de Reiki, Projecção Vocal e Libertação Emocional, aula de Pilates Clínico, Limpeza e Energização de Cristais e aula de Hatha Yoga são alguns dos pontos que constaram do programa que se estendeu por dois dias.
“Queremos que as pessoas fiquem elucidadas e percebam a mais valia da área natural, da saúde natural, da biocosmética ou da aromaterapia. Do ser um bocadinho mais zen e parar um bocadinho mais”, vincou. Na parte dos workshops, a organização quer sobretudo facultar informação: “muitas vezes as pessoas não estão elucidadas acerca de temas diferentes, mais alternativos”.
Segundo Catarina Correia, a CC Clínica não enfrentou grande resistência mental por parte das pessoa na feira. “Este ano, não. No ano passado tínhamos um público um bocadinho diferente. Muitas das pessoas que nos estão a visitar são pessoas que não têm conhecimento mas vêm abertas a receber, a perceber, a falar, a comunicar, a tentar”, afirmou. “É claro” que existe algum tipo de ideia pré-concebida sobre certos temas e a feira “é o sítio certo para desmistificar essas ideias”. “As pessoas vêm mesmo com esse espírito de abertura, de nos ouvir, de tentar perceber”.
A CC Clínica fala também da boa recepção que está a ter em Oliveira de Azeméis e de uma Feira Oazen que lhe está a “dar força de ano para ano”. “As pessoas muitas vezes recorrem a terapias alternativas fora do concelho e perceberam que afinal em Oliveira de Azeméis também têm uma clínica multidisciplinar”, aponta Catarina Correia.

