Desejar as Boas Festas e cantar as janeiras como manda a tradição, tem sido o grande objetivo do Rancho Folclórico “Os Cravos e Rosas, de Ul que anualmente promove um evento de grande importância para a freguesia e concelho que apresenta rica identidade cultural e, desta vez, em quinta edição, teve lugar no Salão Paroquial de Ul, na noite de sábado, dia 20 de janeiro.
A “regressão” imaginada de ponte entre passado e presente, naquilo que de bom se resguarda no tempo, mostrou-se em palco através da participação dos grupos: Rancho Folclórico “Cravos e Rosas” de Santa Maria de UL – Oliveira de Azeméis; Associação Cultural e Recreativa de Cambra – Vouzela; e Grupo Coral Litúrgico da Paróquia de UL – Oliveira de Azeméis.
A (re)criação foi um mimo para os ouvidos, de certo modo significando que a música tradicional ainda é importante. É bom saber que muita gente a ela se dedica, tocando, cantando, apreciando. O que é muito bom e dá para entender que no relativo a tradições ainda nem tudo está perdido!
Músicas e canções que passaram pelo crivo do tempo e “hoje” se fizeram nossas acordaram belas recordações na voz e na parte instrumental com elevação na pauta da singularidade, como doces “bátegas” de sentir que se desfrutou.
Numa breve intervenção, o pároco local – Padre Dinis – confirmou o agrado em assistir a um momento inolvidável de música e vozes maravilhosas de todos que subiram ao palco e que mais do que música e canto foi harmonia para a alma.
“O mérito tem de ser reconhecido”
António Grifo – presidente da FAMOA – considerou que as tradições fazem parte da cultura enraizada e admirável que temos de manter, como muito bem o fazem os “Cravos e Rosas” que merecem ser apoiados nesse trabalho, pois, como disse: “O mérito tem de ser reconhecido”.
Manuel Alberto – presidente da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madaíl – prontificou-se envolver a União de Freguesias no apoio às obras de construção que o rancho anseia para alicerçar maior atividade, ressaltando, nas mais-valias da coletividade, “as imateriais que ainda são maiores”.
Rui Luzes Cabral – Vice-presidente da Câmara Municipal – enalteceu nos “Cravos e Rosas”, a forma como tratam a Cultura, posicionando-se como importante “peça de um puzle que muito nos honra e gratifica”.
Conforme adiantou, a Câmara Municipal está atenta a todas as associações que desenvolvem este trabalho artístico, reconhecendo as dificuldade: “<Sei que as associações olham para as UFs e para a Câmara Municipal de uma forma que sejamos sensíveis a esses trabalhos que desenvolvem”.
Como, a esse nível, é o caso da coletividade ulense, à qual deixou uma certeza: “Na medida das nossas possibilidades vamos pensar os projetos” e, tentando ser inovadores, garantir o apoio possível.

