Voltou ao normal na passada sexta-feira o Centro de Saúde de S. Roque, cujas instalações foram evacuadas após uma falsa ameaça de bomba.
“Não passou tudo de uma ameaça”, garantiu à Lusa o tenente Gonçalo Ribeiro, do comando distrital de Aveiro da GNR, acrescentando que “foi feita uma busca a todo o edifício e nada foi encontrado”.
Uma desmarcação de consultas foi o motivo da ameaça de bomba. “[O indivíduo] ligou para lá a dizer que, se as consultas não fossem remarcadas até ao final do dia desta sexta-feira, fazia explodir o dispositivo que deixara no centro de saúde”, contou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, Paulo Vitória.
“O que aconteceu hoje é uma situação lamentável, mas temos uma médica que meteu atestado por estar com uma gravidez de risco e, como não tem previsão de regresso ao trabalho, as consultas tiveram mesmo de ser canceladas”, disse à Lusa o diretor-executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Entre Douro e Vouga II Aveiro Norte, Miguel Portela.“Pedimos logo alguém para a substituir e no dia 1 de março essa pessoa já estará ao serviço. Como em Portugal não temos médicos a mais, estas coisas levam tempo”, explicou.
“Todos apoiamos a maternidade”, declarou. “Por isso é que é preciso ter o mínimo de compreensão tanto pela situação da médica e do seu bebé quanto pelo funcionamento do centro de saúde - até porque as consultas canceladas eram apenas de rotina e os casos agudos são sempre vistos por outro profissional da unidade”, concluiu.

