José Santos – presidente da Junta de Freguesia de Ossela – a quem coube a honra de ser anfitrião da Assembleia Municipal, referiu-se a Ossela como a maior freguesia do concelho oliveirense que é conhecida em todo o mundo civilizado “por ser a terra do imortal romancista Ferreira de Castro, autor do livro “A Selva”, uma das dez obras mais lidas em todo o mundo”.
Ao intervir na Assembleia Municipal, na simples qualidade de munícipe, Tavares Ribeiro defendeu que a “sua” Ossela, com grande notoriedade por aqui ter nascido o universal escritor Ferreira de Castro merece uma atenção maior do que tem tido, desde logo com a valorização do conterrâneo romancista e da sua biblioteca, sugerindo ainda a realização da Feira do Livro no concelho. A par do elogio às paisagens ribeirinhas do Caima, enumerou algumas pontes que reclamam obras, a rede viária que urge melhorar e a zona industrial onde faltam as infraestuturas adequadas.
Dar mais visibilidade ao escritor osselense, mereceu a concordância de Joaquim Jorge que, a propósito, referiu: “Quando temos este património temos de o aproveitar ao máximo, é um produto de valor extraordinário e que ainda não soubemos aproveitar”.
No relativo à rede viária, a resposta deve encontrar-se durante a definição das prioridades, pois é um “problema generalizado que se estende a todo o concelho”.
No que tem a ver com a zona industrial, a realidade concelhia é, igualmente, pouco abonatória: “À exceção da Área Empresarial de Ul/Loureiro, nenhuma zona industrial teve desenvolvimento no concelho”.
Mancha floresta – pulmão do concelho oliveirense
No entender de Jorge Pereira (CDS-PP), o território de Ossela “oferece‑nos uma mancha florestal bonita, é um ‘ex libris’ e um pulmão de Oliveira de Azeméis que deveria ser devidamente estruturada e cuidada”. Referiu-se ainda à rica história de Ossela e aos trechos encantadores do Caima, cujas límpidas águas acabam por ser poluídas pelas descargas da Etar.
Também na consideração de Joaquim Jorge, tanto a floresta – que tem de ser protegida – como o rio Caima reúnem-se num caudal enorme de potencialidade à espera de serem aproveitadas. Esta grandiosa valia de atração turística não se pode restringir apenas no troço do hotel, em Palmaz, mas deve estender-se ao longo de vários quilómetros, advogando a criação de espaços de lazer junto ao rio.
GNR – Postos da Cesar e Cucujães
Quer a reabilitação do posto da GNR de Cesar, quer o de Cucujães foram, assunto elevado à discussão da Assembleia Municipal, desta vez, pela deputada à Assembleia da República Helga Correia (PSD) que inquiriu o presidente do executivo para saber qual a situação em que ambos estavam, manifestando preocupação relativamente à degradação visível no edifício do primeiro mencionado e se pende sobre ele algum receio que possa fechar.
Em resposta, Joaquim Jorge disse ter confiança que as obras do posto cucujanense, estimadas em 650 mil euros, sejam lançadas a concurso no final deste ano.
Já quanto a Cesar, manifestou a intenção de levar por diante um processo idêntico, todavia, só após as obras de Cucujães.
Entretanto, como não há qualquer indicação, por parte do ministério, da intenção de fechar o posto, realçou todos os esforços do presidente da Junta de Freguesia de Cesar, Augusto Moreira, para dotar a GNR em Cesar com instalações verdadeiramente condignas.
Dois sentidos na Avenida César de Pinho
Doravante, a Avenida César de Pinho volta a ter dois sentidos. Acerca desta alteração das posturas de trânsito, aprovada na última Assembleia Municipal, com abstenções da bancada do PSD, o deputado Albino Martins manifestou sérias reservas, adiantando que deveria ser formalizada uma Comissão Municipal de Trânsito para estudar e encontrar as melhores soluções.
Retorquindo, o presidente da Câmara expressou o seu entendimento de que melhora a fluidez do trânsito e serve de “estímulo para os comerciantes da zona”.
Caracas – Previsão de obras no primeiro semestre de 2019
Acreditando o presidente do executivo que os projetos de arquitetura e de engenharia civil, bem como os de especialidade, estejam finalizados por todas as equipas envolvidas e entregues no prazo dado até 31 de outubro. Se merecer aprovação com o visto do Tribunal de Contas, será, de imediato, lançado o concurso público, sendo de esperar que as obras possam ter início no primeiro trimestre de 2019.
Ampliação do canil da Associação de Municípios
Helena Moreira – presidente da Junta de Freguesia de Carregosa – focou a intervenção no problema dos animais errantes que pede urgência de medidas, pois, conforme destacou, a freguesia também tem sido vítima desta situação em larga escala, com locais que deixaram de ser seguros e inúmeras queixas de ocorrências desde a morte de animais de estimação, até à provocação de acidentes e mesmo ataques por matilhas de cães.
Em resposta, Joaquim Jorge avançou que a resolução passa pela ampliação do canil da Associação de Municípios de Terras de Santa Maria, implicando fortes investimentos no edifício, pois, de momento, está com lotação esgotada e desde há dois anos que não pratica a eutanásia nos animais.
Comemorar os 500 anos do nascimento da indústria do vidro
Amaro Simões – presidente da Junta de Freguesia de S. Roque – recordou, à Assembleia Municipal, a importância ímpar da Quinta do Covo, onde nasceu a primeira fábrica de vidros em Portugal, à qual se deve muito do desenvolvimento de S. Roque e, especialmente, do lugar de Bustelo. Porque sente que deve haver lugar ao reconhecimento, propôs que se promova os 500 anos de comemoração do nascimento da indústria do vidro e se preste uma “homenagem à família que tomou conta deste espaço durante tantos anos”.
Joaquim Jorge reconheceu a importância de olhar para todo este percurso do saber fazer na realidade industrial de então, até à realidade de hoje, não só para dar lugar à memória, mas também por permitir posicionar o concelho no roteiro das respostas turísticas.
Corre poluição nos rios Ul e Antuã
Conforme Ana Rita Costa (PSD) observou o “município tem investido na preservação da área envolvente do rio Ul e Antuã, com a construção do Parque Temático Molinológico”. Contudo, denunciou a péssima imagem que fica do concelho, quando “continuamos a assistir a cenários de poluição”.
Neste tema da poluição e impacto do ambiente, Joaquim Jorge recordou que há uma pressão enorme nas descargas para os rios e que não é problema fácil, destacando que “está bem no topo da nossa agenda”.
Constata-se que tanto a Etar dos Salgueiros (Santiago de Riba Ul) como a de Ossela não têm capacidade para tratar águas residuais com diluentes e que recebem muitos caudais industriais.
Já trazendo à fala a questão de investimentos, Joaquim Jorge referiu que a casa do Centro de Provas Gastronómicas encontra-se em adiantada degradação e tem de ser intervencionada. Em agenda avança-se para a requalificação com candidatura ao Programa Valorizar.
Reabilitação Urbana em foco na Assembleia Temática
A parte da tarde da Assembleia Municipal, em Ossela, a “Reabilitação Urbana” mereceu grande destaque, animando esta sessão temática organizada pelo Grupo Municipal do PSD que entendeu dar-lhe relevância por considerar que deve assumir papel verdadeiramente fulcral, encaminhando a necessária revitalização do centro urbano, tendo em vista promover a fixação de população e poder transformar OIiveira de Azeméis num concelho mais competitivo.
Como palestrante, foi convidado o Eng. Álvaro Santos que partilhou com a Assembleia Municipal a sua enorme experiência e conhecimento sobre o contributo da reabilitação urbana para a sustentabilidade das cidades, trazendo ao debate qual a motivação, tipo de ações e prioridades nesta área que entende ser determinante para o desenvolvimento da cidade sede concelhia que tanto carece e merece.

