Mais de 2500 foram ao Paço del Rey

Lembrar às gentes de Figueiredo o seu lugar na história é o objectivo da feira medieval Paço del Rey, cuja terceira edição decorreu na Quinta da Cerciaz, Pinheiro da Bemposta, nos dias 5, 6 e 7 de Outubro.

O Paço del Rey nasce de uma ideia da Associação Figueiredo de Rey, associação cuja data de fundação, 15 de Agosto, diz respeito ao dia da entrega do foral manuelino ao lugar de Figueiredo e Bemposta. “Para nós foi sempre importante essa questão histórica. Já tínhamos pensado em fazer uma coisa nossa e decidimos avançar com uma feira medieval, feita por nós, no espaço de que pudéssemos usufruir. Surgiu a oportunidade de usarmos o espaço da Cerciaz, numa parceria que tem resultado muito bem até à data”, refere Natalino Almeida, da Associação Figueiredo de Rey. A primeira edição do Paço del Rey duraria um dia. “Correu muito bem”, recorda o responsável.

Lembrar às pessoas a história de Figueiredo é, como refere o presidente da associação, o objectivo do evento. “Temos registados mais de 900 anos de história devidamente comprovada. Se calhar perdeu-se um bocadinho no tempo essa ligação histórica. Acho que não podemos olhar para a frente sem saber aquilo que está para trás. Isso é bastante importante”, considera, acrescentando que o evento, que se realiza na Quinta da Cerciaz, traduz uma boa parceria, já que compete à associação ter também “uma parte social”. “Como tal, todo o dinheiro que é feito na bilheteira é entregue na totalidade à Cerciaz. Trata-se de uma parceria que tem resultado. Conseguimos ajudá-los no trabalho deles e isso para nós também é satisfatório e muito gratificante”.


O Grupo Juvenil do Pinheiro da Bemposta, o Desafio d’Arte, a Associação Cultural e Recreativa do Curval, a Associação de Pais da Escola do Curval, o Rancho de Palmaz, e uma turma da escola do Pinheiro da Bemposta foram as associações que marcaram presença na feira que se estendeu por três dias. “Pelas nossas contas, deverão ter passado no Paço del Rey para cima de 2500 pessoas. É difícil calcular exactamente o número”, refere o responsável.
Neste edição houve mais artesãos, uma tenda dedicada à mística, outra com produtos regionais e uma zona de spa criada pela CCClínica, “que preencheu uma parte do espaço com tendas com massagistas e um espaço de relaxamento, muito bonito e muito bem equipado”.


Já em termos monetários, o balanço é claramente positivo. “Temos tido bons apoios. A Câmara tem-nos dado apoio nos últimos dois anos, a Junta de Freguesia também e o nosso parceiro, a Cerciaz, já nos apoia muito ao termos este espaço magnífico para podermos trabalhar”, aponta Natalino Almeida. “Não fazemos isto com a intenção de enriquecer, fazêmo-lo porque achamos que devemos fazer, porque é importante mantermos estas tradições vivas”, refere, acrescentando que esta é também uma forma de colaborar e ajudar associações de perto, na vez de andar “à procura de animação longe daqui”.
Nas próximas edições, o objectivo é “trabalhar um tema mais específico da época medieval” e “ser uma feira medieval, mas com um tema diferente cada ano”. “As coisas nem sempre podem ser organizadas dentro do tempo que desejamos, mas estou confiante de que para o ano, se as coisas correrem bem e correrem dentro daquilo que está a começar a ser planeado, vamos ter novidades e uma feira muito melhor que a deste ano”.
Natalino Almeida considera “maravilhosa” a recepção que o evento teve por parte do público, mesmo com uma divulgação “tardia”. “Tivemos alguns problemas e não fizemos a divulgação como gostaríamos que ela tivesse sido feita. Mas se tivemos o número de pessoas que tivemos acho que isso demonstra que as pessoas estão a colaborar connosco”, diz o presidente. “Temos tido cada vez mais um grupo de voluntários que tem ajudado. Não tem havido dificuldade em arranjar voluntários, eles começam a aparecer sem grande dificuldade, o que demonstra que há interesse das pessoas que estão no lugar e das pessoas que estão na freguesia, para poderem participar connosco e com as outras associações e fazer disto um grande evento”.

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