O prémio, que visa distinguir, nomeadamente, boas práticas de promoção de desenvolvimento social, foi atribuído ao projeto educativo da instituição, intitulado Pés na Terra (2017-2020), durante a LXXIII Sessão Plenária do Conselho Local de Ação Social de Oliveira de Azeméis (CLASOA). Recorde-se que as práticas de educação desenvolvidas no âmbito do Pés na Terra também já valeram ao CSCRC a insígnia de “Escola Amiga da Criança” atribuída pela Confederação Nacional das Associações de Pais e editora Leya, e que será entregue no próximo dia 27 de outubro, no auditório da Escola Básica e Secundária Soares Basto.
Implementado no ano letivo 2017/2018 e com duração de três anos, Pés na Terra “mais do que um projeto educativo, visa ser uma nova filosofia de aprendizagem mútua que procura fomentar a integração plena da nossa Escola na Comunidade e da Comunidade na nossa Escola. Escola e comunidade, enquanto eixos indissociáveis na promoção do desenvolvimento integral e social de crianças e adultos”, explica a diretora técnica do CSCRC, Alexandra Palma. O projeto - cuja conceção, execução e avaliação conta com a participação de um Conselho de Pais - consiste em três vertentes: casa, comunidade e ecologia, que são exploradas através das seguintes ações: criação de núcleos de aprendizagem e experimentação; criação de uma horta comunitária; integração das crianças nas rotinas diárias da escola, como se em casa estivessem; promoção da cidadania ativa através da realização da Assembleia e do programa de parentalidade positiva “De Mãos Dadas”. Para a equipa técnica, “este foi um desafio enorme, não se pretendia inventar a roda, sempre quisemos simplificar, mas obrigou-nos a sair da nossa zona de conforto, a repensar toda a nossa prática educativa”, justificou Alexandra Palma, sublinhando que “sem a confiança dos nossos pais nada teria sido possível, por isso, este prémio também é deles”. “Não somos perfeitos. Ainda temos muito caminho pela frente, mas temos a vontade, o desejo de mudar, de nos adaptarmos e de sermos capazes de ir cada vez mais ao encontro de uma prática educativa, e aqui incluo crianças e seniores, em que realmente as pessoas estejam no centro do processo de aprendizagem de início e ao longo da vida”, adiantou a diretora técnica do CSCRC.
O impacto do Pés na Terra “tem sido muito positivo”. “Por um lado, a adesão da comunidade de Carregosa tem sido muito satisfatória, com uma tendência crescente de participações e interações, notando-se uma melhoria significativa na relação entre instituição e comunidade; e, por outro lado, é extraordinário o crescente interesse e motivação das nossas crianças no conhecer, no saber-fazer e na participação ativa”, conclui Alexandra Palma. Depois de no primeiro ano de vigência o Pés na Terra ter privilegiado o eixo da comunidade, em 2018/2019 será norteado pela vertente da ecologia, com a exploração do subtema: “Nós e a sustentabilidade do planeta”.
A promoção da qualidade e da diferenciação dos serviços prestados pelo CSCRC tem sido uma das apostas da atual Direção da instituição, cujo mandato se iniciou em 2015 e que é constituída por Fernando Santos (presidente), Susana Moreira (vice-presidente), José Carlos Teixeira (tesoureiro), Marisa Miranda (secretária) e Pedro Pinho (vogal). Segundo o presidente, Fernando Santos “este prémio vem confirmar que estamos no caminho certo, representando ao mesmo tempo um motivo de orgulho, mas também de responsabilidade acrescida, sobretudo, para toda a equipa de colaboradores que, sem dúvida, merecia realmente ver todo o seu trabalho reconhecido”. Fernando Santos afiança ainda que o valor global do prémio será investido direta e exclusivamente em equipamentos, recursos, ações e programas decorrentes do Pés na Terra, sendo que a continuidade e desenvolvimento não só deste projeto, mas de toda a instituição em diferentes dimensões só é possível graças à atual estabilidade financeira do CSCRC. O tesoureiro José Carlos Teixeira explica que, para isso, a Direção “procurou através, nomeadamente, da alteração de práticas administrativas e financeiras, recuperar de uma situação frágil herdada e garantir a sustentabilidade financeira da instituição, um exercício difícil no contexto atual das instituições particulares de solidariedade social”.
Criado em 1981, o Centro Social, Cultural e Recreativo de Carregosa ocupa hoje um lugar de relevância no contexto social e económico da vila de Carregosa, contando com cerca de 256 utentes, distribuídos pelas valências de Creche, Pré-Escolar, Centro de Atividades de Tempos Livres, Serviço de Apoio Domiciliário (valências convencionadas com a Segurança Social) e Centro de Estudos. A este universo de utentes, juntam-se os cerca de 38 colaboradores que asseguram o funcionamento da instituição, assim como os vários fornecedores que dela dependem. Segundo o presidente da Direção da instituição, Fernando Santos “a partir desta amostra, é fácil demonstrar e justificar o impacto considerável do Centro Social de Carregosa no desenvolvimento da freguesia e do concelho de Oliveira de Azeméis, tendo em conta o número significativo de famílias abrangidas pela ação direta e/ou indireta da nossa instituição”.

