O Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis mentiu aos Oliveirenses. Direi isto bem alto, e sem qualquer temor ou receio.
Lembram-se da campanha eleitoral? Da apregoada gestão danosa do Executivo do PSD cessante? De, no início do mandato deste executivo, estarem a aparecer na Câmara uma série de dívidas, sem qualquer justificação ou prova? E que isso era o principal motivo que o impedia de contemplar no orçamento para 2018, e no plano plurianual de investimentos, os seus compromissos eleitorais? E o impedia de apoiar as nossas Associações, Instituições ou Juntas de Freguesia? Pois bem, isso era tudo mentira. Quando eu, em plena campanha eleitoral disse que a dívida municipal, no final de 2017, rondava os 18.000.000€, chamou-me mentiroso. Falava, amiúde, nos 55.000.000€. Mas, já investido nas funções de Presidente da Câmara continuou a insistir na mentira. Assim, na Assembleia Municipal de 28/12/2017 disse, em tom alto e de viva voz que a dívida municipal, no final de 2017, não seria inferior a 20.000.000€, por ser um ano eleitoral.
Ainda não chegamos a 6 meses de mandato, mas o disfarce caiu. À boca cheia, enquanto autarca eleito e líder da oposição durante 8 anos o atual Presidente da Câmara falou sucessivamente, e até acho que interiorizou a ideia, de que os Executivos do PSD faziam uma gestão municipal danosa, não protegiam o interesse dos Oliveirenses, e não geriam, com rigor, as contas do Município.
Ora, na próxima reunião de Câmara, vão ser apreciadas as contas municipais de 2017, o tal ano classificado como “eleitoral” e “despesista”, nas palavras do Presidente da Câmara.
No relatório de gestão refere-se: “(…) Mantendo a tendência dos últimos anos, a diminuição dos passivos de curto e médio/longo prazo e o aumento dos capitais próprios contribuíram significativamente para a evolução favorável dos rácios económicos e financeiros. Na sequência da intensificação das medidas de controlo da dívida e de rigor financeiro e a maximização das receitas permitiram uma evolução sustentada e generalizada dos indicadores (…)”. E acrescenta-se: “(…) O prazo médio de pagamentos (43 dias) 2017 apresenta uma diminuição de 3 dias face ao PMP registado no final de 2016.“ E consta também o seguinte:” A dívida global do Município registou uma diminuição anual no montante de 4.574.586(-20,1%)… “. E ainda:”(…) O montante final da dívida do ano 2017 totaliza 18.209.801€, mantendo-se abaixo do montante previsto no plano de saneamento financeiro. Concretizando os objetivos e regras definidas de reequilíbrio económico das contas municipais e cumprimento da lei das finanças locais, nos últimos 10 exercícios a dívida municipal acumula uma redução de 36.975.368€”. Restou um saldo líquido positivo no valor de 3.361.070,84€.
Nós, PSD, mantendo a coerência do passado, iremos votar favoravelmente.
A mentira tem a perna curta.

