Em 15 dias este Executivo PS inventou mais um espaço cultural para Oliveira de Azeméis, a acrescentar ao Cine-Teatro Caracas, à Galeria Tomás Costa, à Casa-Museu e até aos atuais Paços do concelho, depois da transferência dos serviços municipais para a Casa Sequeira Monterroso.
Estou a falar da aquisição da antiga Garagem Justino onde este Executivo PS pretende criar um Centro de Artes ou um grande Centro Cultural.
Este mês também foi aprovado, em reunião de Câmara, o projeto de execução da requalificação do Cine-Teatro Caracas, que corresponde ao que idealizámos e projetámos há mais de 2 anos, um projeto com vários espaços para diferentes atividades, moderno, confortável, acolhedor, seguro, que vai, certamente proporcionar novas vivências culturais a todos os Oliveirenses.
Esta requalificação irá custar 4.500.000€, mas não tem prevista qualquer nova solução de estacionamento.
Em frente, pretende-se que seja construído um grande Centro Cultural ou de Artes, que ainda irá ser objeto de reabilitação, num investimento que vai muito para além do valor de aquisição do imóvel. A antiga Garagem Justino custou 550.000€ e a sua requalificação irá ter um custo aproximado ou semelhante ao da sua aquisição, num valor total próximo do milhão de euros. Para quê? Para ser um espaço de exposições?
Lembro-me, há 2 anos, que a grande preocupação da oposição, agora Executivo, era a falta de estacionamento para o Caracas. E agora? Agora que se pretendem construir dois grandes projetos culturais, um em frente ao outro.
Não tenho nada contra um novo Centro de Artes. Mas com muito menos dinheiro, do que o que vai ser gasto na Garagem Justino, seria possível adquirir todos os prédios e edificado que constituem o acervo imobiliário do Centro Vidreiro (espaço de memórias, com história, com cultura), e, em conjunto com os 2 edifícios que constituem o Centro de Interpretação do Vidro, construir um grande Centro Cultural. Assim, também se construiria uma nova acessibilidade ao Parque de La-Salette. Este investimento poderia, ainda, usufruir de um financiamento mais acessível, por ser um espaço integrado na ARU do Centro Vidreiro.
Isto seria, um projeto de futuro, alicerçado nas nossas memórias, na nossa história, única e rica, do vidro, no local da história e junto ao Parque de La-Salette. Mas o Vidro e a La-Salette pouco significam para este Executivo PS.

