Recentemente o Executivo PS aprovou, em reunião de Câmara, com os votos contra da Vereação do PSD, o anteprojeto dos novos Paços do Concelho (fórum municipal) para a Casa Sequeira Monterroso, mais conhecido por edifício da antiga Mercantil.
A reabilitação desta casa, para esta finalidade, tem um orçamento estimado no valor de 3.000.000€.
Sempre defendi a necessidade de albergar num edifício único (Paços do Concelho) todos os órgãos e serviços municipais, ou por via da construção um edifício novo ou da reabilitação dum edifício existente, com localização e dimensão adequada para este fim.
Em campanha eleitoral propus o edifício do atual Mercado Municipal para esta utilização e continuo, hoje, a defender este espaço como o edifício ideal para este fim, pela sua centralidade e dimensão adequadas.
Atendendo a estes pressupostos, não podíamos votar favoravelmente esta solução que o Executivo PS encontrou para a instalação do novo Forum Municipal. Não é pela falta de beleza ou características estéticas da casa, mas sim por ser uma casa pequena, exígua, localizada num espaço atrofiado, com poucas infraestruturas.
Esta requalificação , com ampliação, e que propõe a construção de uma cave e subcave, virá agravar as condições urbanísticas deste local, pois constituirá uma construção excessiva, atendendo às necessidades e finalidades que este tipo de equipamento implica, e não apresenta soluções de estacionamento.
Esta aprovação revela, mais uma vez, a par de outras aprovações e decisões avulsas, a falta de ideias e estratégia deste Executivo PS, para a cidade e para o concelho.
Sou favorável ao aproveitamento máximo do financiamento comunitário, e já demos mostras de apoiarmos o recurso ao máximo de financiamento, mas esse investimento deveria ser para financiar projetos estruturantes para o concelho e não para estes projetos que este Executivo tem priorizado.
Com a agravante de, com este projeto, este Executivo PS hipotecar irremediavelmente uma estratégia de dinamização e reabilitação desta zona antiga da cidade, em parceria com os proprietários dos edifícios da zona pedonal e outros investidores, com novas soluções habitacionais (para compra ou arrendamento jovem), comerciais ou de serviços, de que a reabilitação deste edifício poderia constituir uma alavanca e um exemplo.

