A Vita quando nasce não é para todos

Se ao menos a nova publicação trouxesse mais eficácia à comunicação da Câmara... Só que não dá!

Um mês depois ainda não recebi a Vita, a nova publicação da autarquia. Os habitantes de S. João da Madeira tiveram mais sorte que eu e muitos milhares de oliveirenses que a receberam e ainda por cima “quentinha”.

Apesar do “privilégio” os sanjoanenses mereceram um pedido de desculpa da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis pelo “lapso” da empresa que fez a distribuição e que, com toda a certeza, se guiou por algum mapa anterior a 11 de outubro de 1926.

Pensei, talvez erradamente, que descoberto o erro os oliveirenses, todos eles, também haveriam de receber a Vita. O que é certo é que ela continua por chegar e provavelmente também já não a recebo o que é, no mínimo, caricato. Afinal se os sanjoanenses tiveram direito a um pedido de desculpa se calhar nós também mereciamos...

Mas deixemos as questões menores e concentremo-nos no essencial. O presidente da Câmara passou anos a apontar o dedo aos gastos excessivos em propaganda. Ao fim de três meses de mandato cancelou o jornal Vida que custava menos de 500€ por edição. Na altura, apesar de não concordar com a decisão, lembro-me de pensar que era coerente com tudo o que Joaquim Jorge defendera. Mas passado um ano eis que surge a Vita, uma publicação supostamente luxuosa, (eu gostava de poder confirmar mas não consigo) que custa quase 16 mil euros por edição e, pelo que dizem, será semestral. Ou seja, quando o anterior executivo gastava à volta de seis mil euros o atual gastará muito perto de 32 mil euros.

Mas, se ao menos a nova publicação trouxesse mais eficácia à comunicação da Câmara... Só que não dá!

Pode dar uns momentos de maior prazer ao leitor pelo requinte da publicação e pode até satisfazer o ego do seu diretor mas falha no essencial - na comunicação. Menos regularidade, menos atualidade e deixa totalmente a descoberto uma das mais valias que o jornal Vida proporcionava - a divulgação dos eventos do município que desapareceu na Vita. Isso deixou de ser feito e lá terá, mais cedo ou mais tarde, o município que gastar mais dinheiro numa solução para divulgar a respectiva agenda cultural.
Por outro lado, tenho que realçar a qualidade editorial da revista (sim, já a vi online!). Muito concentrada no que de bom tem o concelho, não por opção, mas porque nesta fase há muito pouco a mostrar de “obra feita “.

Graficamente agradável, conteúdos escritos e fotográficos de bom nível. Afinal outra coisa não seria de esperar!

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