Neste número consta um artigo de grande pertinência sobre a cultura oliveirense da autoria de Carlos Cunha. Para além de resumir a história da nossa cultura e a pujança característica do nosso concelho nessa área – sobretudo no passado – também faz um importante exercício de caminhos futuros a trilhar, não apenas dependentes da nossa autarquia, como muito da responsabilidade e iniciativa da nossa sociedade civil. Numa altura em que temos para breve uma requalificação do Cine-Teatro Caracas, a compra da Garagem Justino para um centro de artes e uma reestruturação de serviços tendo em conta as perspectivas de utilização de edifícios públicos que se encontram abandonados, nunca foi tão importante pensar a cultura oliveirense.
Existem numerosas associações e grupos que poderão desempenhar um papel fundamental para ajudar a reflectir sobre esta área, mas acrescentaria, também, alguns homens da arte e cultura oliveirenses que devem ser chamados neste processo: Paulo Neves, Fernando Veloso, Augusto Baptista, António Augusto Barros, Matos Barbosa, Carlos Cunha, e perdoem-me aqueles outros (e outras) que aqui não foram enunciados, mas, servem estes nomes para ilustrar a riqueza de conhecimento cultural e artístico que pessoas ligadas a Oliveira de Azeméis têm.
A nossa Câmara não pode cometer o erro de não ouvir referências destas para pensar e pôr em marcha uma dinâmica cultural mais inovadora e diferenciadora, sobretudo, agora que se prepara para a aquisição de diversos equipamentos. Temos de começar precisamente por aqui, e o artigo do nosso colaborador Carlos Cunha é bastante revelador a este respeito, pois aponta inúmeras boas ideias a serem feitas.
O nosso jornal tentou saber se efectivamente a Estalagem de São Miguel vai ser vendida. Não conseguimos obter qualquer resposta da Câmara sobre esta possibilidade, para quem e para que fim. Nunca o PS foi favorável à venda da estalagem, mas, agora, parece que essa possibilidade está em cima da mesa dado tratar-se da única solução que prevê a sua reabilitação e utilização. Não sei se isto é bom ou mau para o concelho, contudo, o pior é mesmo ver aquele edifício abandonado… Se Joaquim Jorge conseguir que deixe de estar ao abandono com um projecto benéfico para o nosso concelho, com certeza será uma grande vitória. Algumas informações dão conta que a sua utilização será para fins turísticos, mas pressupõe a venda deste espaço.
Ora, há que apenas salvaguardar que este espaço não será utilizado para outros fins que não se enquadrem dentro daquilo que é o contexto do Parque de La Salette. O nosso jornal irá continuar a estar atento aos desenvolvimentos deste processo e, apelo aos oliveirenses que façam o mesmo junto das instâncias responsáveis…
Parece que o governo incluiu a requalificação completa da Linha do Vouga no Plano Nacional de Investimentos, com uma dotação de de 75 milhões de euros para uma modernização que está calendarizada para ser executada até 2025. Joaquim Jorge está satisfeito, e bem! Mas, esta história dos governos em plena época de pré-campanha eleitoral anunciarem grandes obras vale o que vale. Esperemos para ver!

