Apelo

Com toda a assertividade com que sempre procuro escrever, é desanimador ver crónicas, editorais ou outro tipo de artigos a procurar criar suspeitas sobre a idoneidade e a postura das pessoas. 

Hesitei francamente se o devia fazer. Tenho a convicção profunda que não podemos nem devemos perder tempo em diálogos estéreis, ou a alimentar tentativas de levantar suspeitas mais ou menos explícitas sobre as pessoas. Desanima-me a má política. Faço conscientemente um esforço para que assim não seja. Para que, ao tamanho do meu pé, possa contribuir de facto para que a política e a intervenção pública seja consequente, debata o que realmente importa, seja centrada nos problemas e nas suas soluções e não nos seus protagonistas.

Não haja qualquer dúvida sobre o que, enquanto estrutura local, exigimos a nós mesmos e sobre o que pedimos aos outros e a todos os Oliveirenses, sem excepção: um envolvimento descomprometido na reflexão colectiva sobre o Concelho e o esforço individual de podermos contribuir com o que temos de melhor, sem medo de salientar os problemas ou criticar as soluções. É esta a nossa postura:

1. Hoje, por proposta nossa, as Assembleias Municipais têm sessões temáticas para as quais todos os partidos escolhem livremente o tema que entendem pertinente. Sem tabus.

2. Hoje apelamos ao envolvimento de todos os partidos nessas sessões temáticas, desafiamo-los a convidar pessoas e protagonistas que possam ajudar a reflectir e a pensar.

3. Hoje fazemos sessões descentralizadas da Assembleia Municipal, que percorrerão pela primeira vez num mandato, todas as freguesias, e que procuram trazer as pessoas para o debate e ajudar todos os partidos no seu trabalho de fiscalização.

4. Hoje debatemos no Partido Socialista, em sessões públicas, todos os meses, temas sobre o Concelho. Desafiamos instituições, colectividades, empresas, a sociedade civil e já desafiamos todos os órgãos de comunicação social do Concelho. Aceitamos o desafio para discutir, com honestidade, qualquer tema.

5. Hoje, continuamos a visitar as freguesias, a mostrar as suas potencialidades, a reflectir as suas dificuldades, sem achar que os problemas deixaram de existir porque agora somos poder.

6. Hoje lançamos nós a agenda de temas difíceis, como foi e é a Estalagem de São Miguel, os Paços do Concelho na Casa Sequeira-Monterroso ou a opção de comprar a Garagem Justino.

7. Hoje pedimos que discutam connosco as opções para o Parque da Cidade, para a cultura, para o dinamismo da cidade, reconhecendo problemas que durante muito tempo foram ignorados.

8. Hoje aceitamos o convite para qualquer debate, sobre qualquer tema, em qualquer lugar, assim nos queiram ouvir ou alguma vez nos tenho perguntado alguma coisa.

9. Hoje damos as entrevistas que nos solicitam, nos moldes que entenderem, sempre que os órgãos de comunicação social achem relevante.

Com toda a assertividade com que sempre procuro escrever, é desanimador ver crónicas, editorais ou outro tipo de artigos a procurar criar suspeitas sobre a idoneidade e a postura das pessoas. É fácil hoje em dia cavalgar a má impressão que existe sobre a política e os que fazem política. Lançar suspeitas sem qualquer facto que as suporte é tão errado como as supostas práticas que procuram noticiar.

É, de facto, tempo de cimentarmos uma nova postura. Não posso deixar de fazer mais uma vez o apelo!

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