PS em Nogueira e Pindelo para ‘Política de Pés a Lés’

As zonas industriais e as acessibilidades centraram as atenções da concelhia PS, que está apostada em identificar e sinalizar os problemas para desafiar o 'seu' Executivo a encontrar soluções.

As novas instalações da EVA II colocarão cobro aos episódios de poluição que vêm afetando as zonas circundantes daquela unidade industrial localizada em Nogueira do Cravo. A mudança, disse José Teixeira, da administração da empresa, durante a visita da concelhia do PS, deverá ocorrer até ao final de março, faltando apenas encerrar “alguns pormenores”.

A comitiva socialista fazia ali a primeira paragem da segunda visita integrada no ciclo ‘Política de Pés a Lés’, iniciativa que visa identificar as necessidades mais prementes do concelho. Depois de Macieira de Sarnes, em novembro último, desta feita o ‘alvo’ foi a União de Freguesias Nogueira do Cravo/ Pindelo, com as atenções a voltarem-se para os temas das zonas industriais e das acessibilidades.

Duas questões que o PS apresentou, na verdade, como intimamente ligadas: “Num concelho industrializado como o nosso a grande parte das visitas são de trabalho, pelo que a imagem que se leva é a das zonas industriais e a forma como cuidamos delas”, frisou Bruno Aragão, presidente do PS de Azeméis. Em plena Rua da Indústria, apontou não só a falta de asseio das bermas ou a ausência de luz pública mas, também, as más condições do piso da estrada. “Muita da fama que ganhamos fora tem a ver com as zonas industriais”, repisou, para lançar o remoque: “Não são os grandes eventos que invertem a imagem que as pessoas de fora ficam do nosso concelho”.

A Rua da Remolha, que também serve a zona industrial, já foi intervencionada no atual mandato, mas desemboca num outro pouco agradável “cartão de visita” da localidade: a Rua dos Combatentes, uma das poucas estradas em paralelos que ainda subsistem no concelho em zonas de utilização intensa de tráfego automóvel. A necessidade de alcatroamento está sinalizada, foi bandeira na campanha do cabeça de lista socialista Ricardo Sá nas últimas eleições e Aragão garantiu que vai insistir na reivindicação dos trabalhos junto do Executivo Municipal.

Entretanto, ali bem perto, um exemplo daquilo que poderia ter sido,mas não foi: o fantasma de uma A32 que se revelou “um investimento coxo”, apelidou Aragão, lamentando que não tenha tido continuidade para sul, criando aquilo que acreditava que pudesse ser uma “autoestrada industrial”.

Má política vs. boa política

Naturalmente que a Área de Acolhimento Empresarial Ul/Loureiro não deixou de vir à baila, com o acento tónico a cair sobre as carências infraestruturais. E exemplificou: “O Business Center foi inaugurado com geradores. Foi assim que foi inaugurado, foi assim que foi herdado, e por isso que esteve meses parado” vincou, em tom de reação a algumas críticas que a oposição vem urdindo. E pareceram ser dirigidas a ela algumas farpas que se seguiram: Aragão falou nas diferenças entre “a má política e a boa política”. “Podemos realizar uma obra e tirar várias vezes fotografias ao mesmo sítio, mas na política séria prioriza-se, faz-se, e segue-se em frente”.

O último ano foi de repisar os problemas e finalmente eles são claros para todos. Agora estamos na fase de definir prioridades e discutir soluções, chutando para canto as questiúnculas”, acrescentou Aragão, salvaguardando: “Nâo nos vão ouvir dizer que faremos no próximo mês aquilo que sabemos que não vamos conseguir fazer sequer no próximo ano”.

“Temos passado muito tempo a falar com as pessoas e a refletir sobre os problemas, reiterou o líder do PS, partido que nas Autárquicas de 2017 interrompeu uma hegemonia de 40 anos de poder social-democrata na Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. É também para isso que serve este ‘Política de Pés a Lés’, com passagem prometida por todas as freguesias. Um sinal de que “deixou de haver fronteiras, sobretudo as ditadas por cor partidária. A Câmara Municipal deve ser de todos os oliveirenses e, agora, tem-no sido”, terminou Bruno Aragão.

“Processos ultramodernos” resolvem problemas de poluição na EVA II

Na EVA II, Bruno Aragão, presidente do Partido Socialista de Oliveira de Azeméis, não deixou de enfatizar o esforço feito pelos responsáveis da empresa no sentido de solucionar “um problema sério, que reconheceram e têm procurado resolver”.

Segundo José Teixeira, na fundição do alumínio passarão a ser utilizados “processos ultramodernos”: em câmara fechada, o gás natural e o oxigénio puro substituem o fuel óleo e o ar ambiente até então utilizados, o que significa que, além de deixar de existir monóxido de carbono resultante da queima, o próprio poluente é rapidamente incinerado. Mais: o hidróxido de cálcio presente no novo sistema de filtragem absorve o remanescente.

A visita da concelhia do PS à União de Freguesias Nogueira do Cravo / Pindelo, onde o PS é oposição com Ricardo Sá à cabeça, terminou junto à urbanização de Cimo de Vila. Ali, Sá apelou a uma intervenção no polidesportivo, equipamento inaugurado em 2006 e a carecer de alguns pequenos cuidados, assim como o parque infantil ali à beira, que já mal reúne condições de segurança para as crianças dele usufruírem.

0
0
0
s2smodern