São João da Madeira quer criar raízes no jazz

Um “novo produto cultural” que se pretende uma “tradição” para os meses de novembro, o Novembro Jazz traz a S. João da Madeira os nomes de Jacqui Naylor, Luísa Sobral, JP Simões e Orquestra Jazz de Matosinhos, entre os próximos dias 2 e 30 de novembro, à Casa da Criatividade.

Com um cartaz “muito ambicioso”, nas palavras de Jorge Vultos Sequeira, presidente da Câmara de S. João da Madeira, o evento integra também uma 'masterclass' de iniciação ao jazz orientada pelo músico, compositor e professor Sandro Norton. Os preços situam-se entre os cinco (bilhete individual) e os 28,5 euros (passe geral).

O grande mote para esta primeira edição é, segundo a chefe da Divisão de Cultura do município, Suzana Menezes, “a ideia do descobrir”. Levar o jazz ao maior número de pessoas possível é o objectivo, garante a responsável, que salienta que “tem havido em termos de política global do município para a cultura, particularmente na Casa da Criatividade, o objectivo concreto da democratização do acesso” à mesma, com o festival a espelhar “uma lógica de definição de preços bastante baixa”.

O primeiro concerto do programa dá-se a 2 de novembro com a californiana Jacqui Naylor, que, segundo Suzana Menezes, "flutua entre um jazz puramente vocal e uma abordagem folk-rock mais alternativa", mas, num caso e no outro, convence com "atuações sempre surpreendentes" e "um repertório altamente diversificado".

Luísa Sobral, presença assídua em diversos festivais de jazz nacionais e estrangeiros, atuará em São João da Madeira no dia 9, apresentando com o guitarrista Mário Delgado os temas de "Rosa" - que é o seu quinto álbum de originais e chegará ao mercado precisamente em novembro.

O palco da Casa da Criatividade caberá depois a JP Simões, que no dia 16 se dá a conhecer enquanto Nicholas Bloom, pseudónimo que adotou para revelar a faceta mais jazzística da mesma voz que afirmou projetos como Belle Chase Hotel e Quinteto Tati.

"Tremble like a Flower" é o seu último disco, integra "alusões ao jazz, à bossa nova e ao folk" e é descrito por Suzana Menezes como "uma refrescante e luminosa viagem musical em que o artista desenha paisagens sonoras com uma postura íntima e uma escrita confessional".

Finalmente, a 30 de novembro a primeira edição do Novembro Jazz despedir-se-á com a Orquestra Jazz de Matosinhos, que o pianista João Paulo Silva irá acompanhar num "Bela senão sem".

Suzana Menezes classifica esse coletivo de sopros e percussão como "um laboratório permanente" que não esquece a tradição das grandes 'big bands' do passado e que, promovendo a criação e a investigação, constituiu "uma autêntica orquestra nacional de jazz" e divulga repertório "de todas as variantes estéticas e épocas".

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