No passado dia 13 de Outubro (dia em que o homenageado do livro completaria 89 anos), nem o frio nem a chuva impediu que a Biblioteca Municipal de Ovar se enchesse para o lançamento do livro “Elogio da memória” – “Sopro de Deus” que foi escrito pelo diácono Djalma Marques filho, em memória de seu pai, Djalma Marques, também ele diácono e que faleceu em 18.04.2016.
Nessa noite, o tufão que se sentiu foi o da amizade que venceu o tempo e que levou até Ovar, amigos, diáconos e presbíteros, todos eles amigos do autor do livro e/ou do homenageado.
A apresentação do livro foi feita pelo Dr. Levi Malho, autor do prefácio (professor Catedrático de Filosofia, reformado) e pelo Dr. João Guerra, autor do Posfácio (professor de Português de ensino secundário, reformado).
As diversas intervenções, as já referidas, bem como a do autor e da representante da Câmara Municipal de Ovar, foram intervaladas e enriquecidas com as seguinte interpretações musicais: “Adágio” de Albinoni,” La Méditation de Thais “de Jules Massenet, “Adágio for Strings” de Samuel Barber, “ The Lady Caliph “ e “ Amigos para siempre”.
Todas as peças foram tocadas pelo violinista António Fernando, sendo que a ultima música foi interpretada em dueto com o violinista Djalma Marques neto.
O autor, recebeu diversas missivas de pessoas amigas que não puderam estar presentes neste momento, sendo de realçar a mensagem de D. Carlos de Azevedo que na altura em que foram ordenados os primeiros diáconos na Diocese do Porto, em 1992, era o responsável pelo diaconado Permanente no Porto e que desta forma, desde Roma, não quis deixar de se associar a este momento, referindo na sua missiva, “ união de grata memória para um cristão de corpo inteiro “.
Realce também para D. Tolentino de Mendonça que não deixou de enviar, de Roma, uma singela carta de felicitações ao autor, que enriqueceu este momento com sete quadros a óleo pintados por si em homenagem a seu pai e que se denominaram Rosto de Cristo, Pomba da Paz, O Sol e a (s) cruz (ses), Mão grande segurando na mão pequenina, Lágrimas, Peregrino e Páginas que ganham vida.
Realce para a carta do falecido Bispo D. António Francisco, inserta no livro e recebida pelo autor, um dia depois do seu falecimento, em que aquele saudoso bispo referia ir escrever algumas palavras para este livro.

